Pais de alunos denunciam falta de vagas e lotação ‘confusa’ na matrícula da rede estadual do CE

 




Pais e responsáveis que pretendem matricular os filhos adolescentes em escolas da rede estadual do Ceará têm enfrentado impasses para efetivar o processo. Eles relatam falta de vagas em instituições em bairros próximos e inconsistências em orientações da Secretaria da Educação (Seduc).

A decisão de matricular o filho em uma unidade estadual pela primeira vez tem trazido preocupação à rotina de Maria José de Sousa, 44. A uma semana do início das aulas, ela ainda não conseguiu uma vaga para o adolescente.

“Ele estudava em um colégio particular, mas pro ensino médio resolvi colocar no público estadual. Na matrícula online, a gente escolhia três opções de escolas perto de casa. Ele não foi sorteado em nenhuma”, relata a promotora de vendas.

Agora, ela aguarda a disponibilização de vagas que “sobraram” nas instituições da rede, a chamada matrícula direta. “Disseram que ia abrir, mas até agora não abriu”, reclama, afirmando que se vê “sem saber o que fazer” diante da indefinição.

“Moro no Monte Castelo. Se não tiver sobrado vaga próxima, vou ter que colocar ele num bairro qualquer. A gente não pode mais escolher, porque ele não foi sorteado. Pelo jeito, não vai ter vaga. Não estão dando clareza sobre como vai ser isso”, aponta Maria.

Situação semelhante é enfrentada pela zeladora Jane Carla, 45. Ela até conseguiu uma vaga para o filho de 14 anos ingressar no 1º ano do ensino médio – mas à noite e em um bairro distante do Conjunto Esperança, onde mora.

“Participei de três sorteios: na primeira e na segunda apurações não fui sorteada, na terceira fui, mas pra um colégio à noite. Não quero isso. Meu filho sempre estudou durante o dia, seria uma quebra grande de rotina”, frisa.

Entre os temores em relação ao turno, estão ainda questões de segurança pública. “Estou pensando no que fazer, mas estou sem saber. Me aconselharam a ir ao Conselho Tutelar, porque ele é menor, não tem como estudar à noite. Mas estou vendo”, desabafa.

Ambos os relatos são de estudantes novatos, mas o problema também afeta quem já estava na rede pública. A filha de Joseane Silvestre, 39, tem 14 anos e estudava em uma escola municipal do bairro onde mora. Com a migração para o ensino médio, buscou uma vaga na rede estadual – até agora, não conseguiu.

“Fui até a Seduc. Lá fui informada que não tinha possibilidade de minha filha estudar perto de casa, porque não tinha vaga. Só tinha no Centro ou dentro de bairros que vivem em conflito com o meu. Ou à noite”, relata a mulher, que mora no entorno do bairro Castelão.

Joseane afirma ainda que, ao buscar informações na Seduc, chegou a ser orientada a “buscar a Justiça e conseguir uma liminar” como única forma de matricular a filha em escola próxima de casa.

“O direito da criança é ter uma escola, não pode ficar sem estudar. E a gente sempre preza que seja perto, pra gente acompanhar. Se não surgir vaga, ela vai ficar perdendo aula. As matrículas no aplicativo encerraram e minha filha está sem vaga”, desabafa.

O que diz a Seduc

As queixas surgem no início do ano letivo de 2026, ano em que a gestão estadual busca assegurar a oferta de ensino médio em tempo integral em 100% das escolas públicas do Ceará. A meta foi anunciada ainda durante a gestão de Camilo Santana (PT) e retomada como compromisso de campanha do atual governador, Elmano de Freitas (PT).

Questionada sobre uma possível relação entre os problemas relatados e esse processo, que tem exigido reorganização da rede estadual, com reformas, redistribuição de vagas e outras adequações, a Seduc afirma que não há ligação.

Diário do Nordeste procurou a Seduc, às 15h de segunda-feira (26), para saber o que está ocasionando esses problemas e como a secretaria pretende solucioná-los, sobretudo em relação a adolescentes que estão sendo lotados em instituições longe de casa e em turnos incompatíveis com as possibilidades das famílias.

No mesmo dia, a Seduc publicou uma nota nas redes sociais assegurando que “todos os jovens serão atendidos na rede pública estadual de ensino na Capital e no Interior para o ano letivo de 2026”.

O processo, segundo a Pasta, foi dividido em três etapas:

  • Matrícula de estudantes veteranos: apenas confirmação da matrícula na mesma escola, pois a vaga já foi assegurada;
  • Remanejamento interno (solicitação de vaga em outra escola) e externo (alunos vindos das redes municipais);
  • Matrícula de novatos: novas matrículas na rede estadual.

A Seduc informa ainda que, até as 15h desta quarta-feira (28), “o sistema de matrícula estará disponível para os pais ou responsáveis que já realizaram cadastro no período previsto no edital e cujos alunos não foram contemplados nos processos seletivos”, e também para os que não realizaram o cadastro.

“Assim, estes poderão escolher uma nova opção de escola regular que tenha oferta de vaga disponível para matricular seus filhos. É importante observar a disponibilidade de vagas”, reforça a secretaria.

Na terça-feira (27), em resposta enviada ao Diário do Nordeste, a Seduc reiterou as informações já publicadas e acrescentou que o sistema de matrícula considera, no momento da solicitação, a disponibilidade de vagas em cada escola. 

Em determinadas situações, completa: “a elevada procura por escolas específicas, sobretudo em regiões com maior concentração populacional, faz com que as vagas disponíveis sejam rapidamente preenchidas”. Nesse caso, segundo a Pasta, o sistema apresenta vagas em outras escolas.

A Seduc também diz que reconhece que “a experiência pode gerar dúvidas ou frustrações quando as opções desejadas não estão mais disponíveis” e, por isso, a orientação é que as famílias “busquem qualquer escola estadual para esse suporte”.

Nas situações em que aparecem vagas remanescentes no turno noturno, a Seduc aponta que “nenhum estudante será matriculado nesse turno sem a concordância expressa da família”.

Outro ponto é que os estudantes que já tiveram a solicitação de matrícula deferida no sistema devem, segundo a Secretaria, procurar, o quanto antes, a escola para confirmar a matrícula, conforme os prazos e orientações informados no sistema.

A implementação do novo Sistema de Matrícula Online, em Fortaleza, completa a Pasta, “integra um conjunto de medidas voltadas a modernizar e organizar o processo de acesso à rede estadual, garantindo mais transparência, agilidade e segurança às famílias, além de reduzir filas e aglomerações nas escolas”.

A efetivação da matrícula e a definição da escola, garante a Seduc, não ocorrem sem a participação do responsável.

Fonte: Diário do Nordeste


Reforma do Museu Histórico do Crato tem novo aumento e contrato chega a R$ 1,64 milhão após aditivos




 Reforma do Museu Histórico do Crato tem novo aumento e contrato chega a R$ 1,64 milhão após aditivos


Matéria:
O valor da obra da 1ª etapa da reforma do Museu Histórico do Crato passou por novos reajustes e já acumula um aumento significativo desde a assinatura do contrato original. De acordo com extratos de aditivos publicados pela Secretaria Municipal de Cultura, o contrato nº 2025.04.03.1, firmado com a empresa Construtora Morais Vasconcelos LTDA, sofreu alterações financeiras por meio do quinto, sexto e sétimo aditivos contratuais.

Inicialmente orçada em R$ 1.467.666,90, a obra teve, no quinto aditivo, um acréscimo de R$ 49.408,85, correspondente a 3,77% do valor inicial atualizado, elevando o contrato para R$ 1.517.075,75.

Em seguida, o sexto aditivo promoveu uma pequena supressão de R$ 576,75, o equivalente a 0,04%, reduzindo temporariamente o valor da contratação para R$ 1.516.499,00.

Já no sétimo aditivo, foi autorizado um novo e mais expressivo reajuste: um acréscimo de R$ 127.123,94, correspondente a 9,69% do valor inicial atualizado. Com isso, o contrato passou a totalizar R$ 1.643.622,94.

Todos os aditivos têm como fundamento legal os artigos 124, 125 e 126 da Lei nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratos administrativos. Os documentos foram assinados por David Morais Vasconcelos, representando a empresa contratada, e por Maria Fabiana Gomes Vieira, pela Secretaria Municipal de Cultura do Crato.

Os ajustes levantam atenção para o custo final da obra e reforçam o debate sobre planejamento, execução e acompanhamento de contratos públicos, especialmente em intervenções voltadas ao patrimônio histórico e cultural do município.



Caso Master e Will Bank: como pedir ressarcimento de investimentos pelo FGC?

 




Caso Master e Will Bank: como pedir ressarcimento de investimentos pelo FGC? O ressarcimento de investimentos protegidos pelo FGC deve ser solicitado manualmente pelo credor; saiba como fazer. Com a liquidação extrajudicial de instituições financeiras, como ocorreu recentemente com o Banco Master e o Will Bank, uma dúvida comum entre investidores volta ganha destaque: o dinheiro investido está protegido? Se sim, como recebê-lo de volta? A proteção é feita pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC é o mecanismo que preserva parte do patrimônio de investidores quando bancos ou financeiras sofrem intervenção ou liquidação. No entanto, essa proteção não é automática nem irrestrita, já que apenas determinados títulos são cobertos e existem limites bem definidos para o ressarcimento. Dentre os ativos protegidos pelo FGC estão depósitos à vista, poupança, CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. Outros produtos financeiros ficam fora dessa cobertura, o que torna essencial entender as regras antes de investir. O que é FGC? O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada sem fins lucrativos, mantida por instituições financeiras, com o objetivo de proteger investidores e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional. Para os títulos cobertos, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada período de quatro anos. Em um cenário de crise sistêmica, portanto, o ressarcimento é limitado a esse valor máximo. Como pedir ressarcimento pelo FGC? O ressarcimento pelo FGC só pode ser solicitado em situações específicas, como liquidação extrajudicial da instituição financeira. Após o anúncio oficial da liquidação, a própria instituição envia ao FGC uma lista com os credores e os valores devidos — um processo que pode levar, em média, até 30 dias úteis. Com a liberação, o credor deve acessar o aplicativo do FGC (Android e iOS) ou a página web da entidade para solicitar o pagamento. O procedimento inclui o cadastro de uma conta bancária, validação biométrica e envio de documentos. Após a solicitação, a liberação costuma ocorrer em até 48 horas. No primeiro acesso à plataforma, é necessário realizar um cadastro informando dados como nome completo, data de nascimento, CPF, RG e telefone para contato. Em seguida, o sistema exibirá as instituições em regime especial com ressarcimento disponível, permitindo ao investidor solicitar o pagamento da garantia. Em suma, o processo é: Baixe o app ou acesse o site do FGC; Faça o cadastro na plataforma, incluindo a conta bancária em que deve ser feito o ressarcimento; Aguarde pela disponibilidade da lista de clientes fornecida pelo banco liquidado; Solicite o ressarcimento ao FGC. O valor é transferido diretamente para a conta bancária indicada, sem um prazo exato definido para a conclusão do pagamento. O processo pode ser acompanhado pelo app. Como pedir ressarcimento pelo FGC como Pessoa Jurídica? No caso de Pessoas Jurídicas, o pedido de ressarcimento deve ser feito por meio do Portal do Investidor. A solicitação precisa ser realizada pelo representante legal da empresa, e o pagamento é efetuado via transferência para uma conta corrente ou poupança vinculada ao mesmo CNPJ e em nome da companhia. Cuidado com golpes A crise gerada pela liquidação do Banco Master e, posteriormente, do Will Bank, colocou holofotes acerca do tema de investimento, ressarcimento de investimentos e outros assuntos relacionados ao mercado financeiro. É importantíssimo ficar atento para tentativas de golpes online. Não clique em links recebidos por e-mail, mensagem de texto ou SMS, mesmo que aleguem ser do FGC; Só baixe o app do FGC por plataformas oficiais (Play Store e App Store); Ao entrar no site do FGC, verifique a URL da página.


Fonte: TecMundo

Novos radares no Crato: tecnologia de ponta para multar, enquanto a segurança segue em segundo plano



Novos radares no Crato: tecnologia de ponta para multar, enquanto a segurança segue em segundo plano

 

A instalação de novos radares inteligentes na entrada e saída do Crato, ao longo da Avenida Padre Cícero, tem gerado mais indignação do que sensação de segurança entre motoristas e moradores da região do Cariri. Equipados com o que há de mais moderno em tecnologia de fiscalização eletrônica em 2026, os aparelhos chegam como um verdadeiro “presente” do Governo do Estado — mas para muitos, um presente de grego.

 

Os equipamentos utilizam tecnologia Doppler da marca Focalle, com sensores capazes de monitorar veículos a até 100 metros de distância, sem a necessidade de cabos no asfalto. Associados a câmeras de alta resolução com iluminadores infravermelhos, funcionam 24 horas por dia, em qualquer condição climática, seja chuva forte, neblina ou escuridão total.

 

Além do tradicional controle de velocidade, o sistema adota a chamada fiscalização por trecho, calculando a velocidade média entre dois pontos. Ou seja: não adianta frear em cima do poste. Se o motorista exceder a velocidade ao longo do trajeto, a multa vem — fria, automática e sem conversa.

 

O pacote tecnológico inclui ainda câmeras com Inteligência Artificial, capazes de identificar infrações que antes dependiam da presença de agentes de trânsito, como:

 

Uso de celular ao volante

 

Falta de cinto de segurança do motorista e passageiro

 

Avanço de sinal vermelho

 

Parada sobre a faixa de pedestres

 

Outro ponto que chama atenção é o sistema de leitura automática de placas (OCR/LPR), que em milissegundos cruza dados para identificar veículos com registro de roubo, IPVA vencido ou licenciamento atrasado, emitindo alertas imediatos às autoridades.

 

Tudo muito moderno. Tudo muito eficiente. Tudo muito caro para o bolso do cidadão comum.

 

O problema, segundo críticas recorrentes da população, é que enquanto o Estado investe pesado em equipamentos de fiscalização e arrecadação, a segurança pública continua patinando. Faltam policiamento ostensivo, iluminação adequada em diversos trechos urbanos, ações preventivas e políticas públicas eficazes para reduzir acidentes e criminalidade.

 

Para muitos caririenses, os radares não representam um avanço na segurança viária, mas sim mais um mecanismo para sangrar financeiramente quem já enfrenta desemprego, combustível caro e transporte precário.

 

Diante disso, fica a pergunta que ecoa nas ruas do Crato:

quando o Governo do Estado vai investir com o mesmo entusiasmo em segurança de verdade, e não apenas em máquinas de multar?

 

Parabéns ao governador Elmano de Freitas — não pela proteção à vida, mas por mais um equipamento altamente eficiente em punir o bolso do povo. Segurança que é bom, até agora, nada.

 

Os avanços tecnológicos que marcaram 2025

 Ano teve menos promessas e mais ajustes: IA virou infraestrutura, robótica funcionou como serviço e apostas ficaram pelo caminho





2025 não foi um ano de anúncios mágicos nem de promessas futuristas sobre mudar tudo da noite para o dia. Foi um ano de ajuste. Tecnologias muito faladas finalmente saíram do discurso e foram testadas na realidade. Aí apareceram limites claros, custos altos e decisões difíceis.

O que marcou o ano não foi a chegada de algo totalmente novo, mas a passagem de fase. A tecnologia deixou de ser vitrine e virou operação. A pergunta central mudou: menos “o que isso é capaz de fazer?” e mais “onde isso realmente funciona, quanto custa manter e que retorno traz?”.

IA deixou o palco do hype e virou infraestrutura invisível em 2025

A principal virada de 2025 foi silenciosa. A inteligência artificial (IA) deixou de ser tratada como produto isolado e passou a funcionar como infraestrutura. Ou seja, algo que sustenta sistemas, decisões e serviços sem chamar atenção para si. 

Dados do Stanford AI Index mostram que a adoção continuou crescendo, mas com uma mudança importante: o foco saiu da experimentação ampla e foi para usos específicos, repetíveis e integrados ao dia a dia das empresas. “Algo que mudou em 2025 foi a forma como a IA passou a aparecer: não como um novo aplicativo, mas embarcada em todas as ferramentas que as pessoas já usam”, disse Fabrício Carraro, Program Manager da Alura, em entrevista ao Olhar Digital.

 

Esse movimento trouxe um banho de realidade. Ao longo do ano, o debate sobre IA deixou de girar em torno de capacidade (modelos maiores, mais rápidos, mais impressionantes) e passou a se concentrar em integração, custo e retorno sobre investimento (ROI). Não bastava a tecnologia funcionar bem em demonstrações: ela precisava caber nos processos existentes e justificar o gasto contínuo de infraestrutura e energia.

Como resumiu o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, em entrevista ao Olhar Digital, 2025 foi o ano em que a IA “começou a trabalhar e a entregar”. “Ela sai da experimentação e dos pilotos e passa a assumir blocos de tarefas, com impacto real em produtividade, redução de custos e operação do dia a dia”, explicou.

 

É nesse contexto que os agentes de IA ganharam espaço. Mas de um jeito bem diferente do prometido no auge do hype. “Quando falamos de agentes de IA, não é chatbot. Estamos falando de trabalhadores digitais que atendem por voz, interagem por vídeo e executam tarefas sob regras claras e supervisão humana. Isso mudou de patamar em 2025”, disse Igreja.

Ao mesmo tempo, ficou mais evidente o custo dessa transição. Reportagens da Reuters e análises de consultorias mostraram que aumentar a escala da IA é caro e nem sempre traz retorno rápido. Na prática, só uma parcela pequena das empresas conseguiu extrair valor claro e consistente. Isso forçou cortes, revisões de estratégia e uma postura mais cautelosa em novos investimentos.

“Já temos visto empresas se aprofundando no tópico: quais ferramentas [de IA]? Em que momento são úteis? O que precisa ser automatizado?”, disse o COO da escola PM3, Raphael Farinazzo, em entrevista ao Olhar Digital.

 

Esse clima de ajuste foi bem capturado pela MIT Technology Review, que chamou 2025 de o ano da “correção de hype” da IA. A tecnologia não parou de avançar. Longe disso, mas perdeu o verniz messiânico. “A discussão deixou de ser se a IA escreve código sozinha e passou a ser se as pessoas entendem o que ela está fazendo, por que está fazendo e quando está errando”, explicou Carraro.

 

A IA de 2025 é mais adulta: menos promessa de revolução imediata, mais trabalho invisível, embutido nos bastidores, sustentando operações reais.

 

Robótica avançou quando saiu da promessa futurista e virou serviço

 

Se a IA amadureceu ao virar infraestrutura, a robótica só avançou onde conseguiu virar serviço. Em 2025, os casos mais consistentes apareceram longe da ficção científica: robotáxis, logística e operações urbanas com tarefas bem definidas.

Dados do Stanford AI Index mostram frotas autônomas operando de forma contínua, com passageiros reais, rotas definidas e métricas claras de custo e segurança. Foi um salto importante em relação a testes fechados e demonstrações pontuais.

 

Esse avanço não veio de robôs “genéricos”, mas de sistemas desenhados para contextos específicos. A combinação de sensores, software e IA funcionou melhor em ambientes controlados, com tarefas repetitivas, regras claras e margens reduzidas de exceção.

 

É o caso dos serviços de mobilidade autônoma de empresas como Waymo e das operações de logística automatizada. Em comum, esses sistemas resolvem problemas concretos (deslocar pessoas ou mercadorias) sem prometer fazer tudo.

 

O contraste ficou evidente quando se olha para os humanoides. Apesar do barulho midiático e de avanços técnicos reais, eles seguiram caros, complexos e pouco úteis fora de cenários muito restritos.

Análises de mercado, como as da ABI Research, mostraram que, em 2025, dinheiro e esforço se concentraram onde havia retorno mensurável. Não foi falta de ambição, mas escolha racional.

 

No fim, 2025 premiou a robótica com pé no chão, não pose em vitrine. Menos espetáculo, mais operação contínua. A robótica que funcionou foi a que aceitou limites.

 

Computação quântica avançou como ciência, mas ainda está longe do cotidiano

 

Em 2025, a computação quântica voltou ao noticiário por um motivo específico: avanços científicos verificáveis, não promessas de uso imediato.

Um dos marcos apareceu no The Guardian. O jornal repercutiu experimentos nos quais sistemas quânticos executaram tarefas além da capacidade de supercomputadores clássicos, algo que a área chama de “vantagem quântica”.

O caso mais emblemático foi o anúncio do Google, que apresentou um algoritmo capaz de resolver problemas específicos de estrutura molecular com desempenho inalcançável por máquinas tradicionais. Trata-se de um avanço real, publicado em revista científica e reproduzível. Ou seja, distante de uma demonstração publicitária.

 

Ao mesmo tempo, os próprios pesquisadores trataram de colocar freios na empolgação. O uso prático em larga escala ainda está a anos de distância. E isso não é detalhe. Os principais avanços de 2025 ocorreram em frentes estruturais, como estabilidade dos qubits, correção de erros e confiabilidade dos sistemas.

 

É por isso que a computação quântica entra no balanço de “o que marcou 2025” mesmo sem mudar a vida das pessoas. O ano ajudou a separar expectativa de realidade. E deixou mais claro onde estão os gargalos que impedem a tecnologia de sair do laboratório.

 

Não é pouco: sem resolver esses pontos, não há produto possível, por mais potente que seja a teoria. O mérito de 2025 foi deixar isso claro. A computação quântica não virou produto, mas também não ficou no campo das promessas vazias. Avançou como ciência, com impacto relevante para o longo prazo.

 

Algumas promessas ficaram pelo caminho – e isso ajuda a entender 2025

 

O contraste fica mais claro quando se olha para tecnologias que chamaram atenção, mas não pegaram em 2025. Relatórios da ABI Research foram diretos ao apontar que XR (realidades virtual, aumentada e mista), óculos inteligentes para o consumidor e robôs humanoides “para todos” passaram o ano patinando.

Não por falta de investimento ou visibilidade, mas por barreiras difíceis de contornar: preço alto, forma pouco prática e utilidade cotidiana limitada.

 

O caso da realidade mista é emblemático. Dispositivos como o Apple Vision Pro e novas gerações de headsets mostraram avanços técnicos relevantes, mas seguiram presos a nichos.

 

Análises críticas do setor apontam que o problema vai além do custo. Para o usuário comum, ainda falta uma resposta simples à pergunta básica: por que usar isso todos os dias? Sem essa resposta, a adoção em massa não acontece.

 

Com robôs humanoides, o roteiro foi parecido. Apesar de demonstrações impressionantes e promessas ambiciosas, o salto para fora de ambientes controlados não veio. A tecnologia avançou em fábricas e laboratórios, mas longe de virar produto generalista.


Fonte: Olhar Digital

Cirurgia no limite do invisível: robô usa IA para operar veias da retina

 

Cirurgia no limite do invisível: robô usa IA para operar veias da retina

 

Um robô controlado por inteligência artificial (IA) conseguiu realizar, com alto grau de precisão, uma das cirurgias mais delicadas da oftalmologia: a canulação de veias da retina. O procedimento foi executado com sucesso em testes laboratoriais e aponta para um futuro no qual sistemas autônomos podem assumir etapas críticas de microcirurgias.

O sistema foi desenvolvido por pesquisadores da Johns Hopkins University e descrito num estudo publicado na revista científica Science Robotics nesta semana. Os experimentos usaram olhos de porcos e combinaram robótica, visão computacional e aprendizado profundo.

No entanto, os próprios autores deixam claro: o avanço é relevante, mas ainda distante da aplicação clínica em humanos.

Como a IA conseguiu operar no limite da precisão humana

A técnica em questão busca tratar a oclusão da veia da retina, condição que pode provocar complicações graves, como edema macular e até perda de visão. Hoje, o tratamento padrão envolve injeções frequentes de medicamentos dentro do olho, um processo invasivo, caro e que exige repetição constante.

A alternativa estudada é a canulação direta da veia da retina, com aplicação do medicamento exatamente no local do bloqueio. O problema é a escala: essas veias têm entre 100 e 250 micrômetros, menores do que um fio de cabelo humano. E qualquer mínimo desvio pode comprometer todo o procedimento.

 

Para enfrentar esse desafio, os pesquisadores recorreram ao Steady-Hand Eye Robot (SHER), robô cirúrgico de alta precisão. O sistema cruza imagens de um microscópio cirúrgico com dados de uma tomografia de coerência óptica intraoperatória (iOCT), que permite visualizar cortes internos do tecido em tempo real. Com isso, o robô consegue localizar a veia, encostar na parede do vaso, perfurá-lo e retirar a agulha com extrema precisão.

 

Três redes neurais treinadas com aprendizado profundo fazem o trabalho pesado:

 

Uma prevê a direção do movimento da agulha;

Outra identifica o momento exato de contato com a veia;

A terceira confirma a perfuração correta.

As etapas mais críticas ficam a cargo do sistema autônomo, enquanto o operador humano seleciona o alvo e supervisiona o processo.

 

Resultados animadores indicam potencial, mas pesquisadores pedem cautela

Nos testes com 20 olhos de porcos mantidos estáticos, o robô alcançou uma taxa de sucesso de 90%. O critério foi: a entrada correta do líquido na veia, confirmada tanto pela observação ao microscópio quanto pelas imagens de B-scan da tomografia.

Os pesquisadores foram além e simularam movimentos oculares semelhantes aos causados pela respiração. Em seis olhos submetidos a esse movimento sinusoidal, a taxa de sucesso caiu para 83%, ainda assim considerada alta para um procedimento tão sensível. O resultado indica que o sistema mantém estabilidade mesmo em condições menos controladas.

Entre os pontos fortes destacados no estudo estão a capacidade de eliminar limitações humanas, como tremores involuntários, e a melhoria na percepção de profundidade (um dos maiores desafios da microcirurgia ocular). O uso de imagens em tempo real também permite ajustes precisos durante toda a operação.

Apesar disso, os próprios autores reforçam as limitações. Os testes foram feitos apenas em olhos de porcos fora do corpo, sem circulação sanguínea real, com um número reduzido de amostras e sem envolvimento de animais vivos ou pacientes humanos.

 

Nas palavras dos pesquisadores, o trabalho representa “um passo inicial rumo à tradução clínica”. Mas ainda exige novos estudos antes de chegar ao consultório.


Fonte: Olhar Digital

Rádio Princesa FM recebe Moção de Aplausos pelos 33 anos de história e contribuição ao Cariri



A Câmara Municipal do Crato aprovou por unanimidade, neste mês de novembro, a Moção de Aplausos nº 768/2025, em homenagem à Rádio Princesa FM (99,1) pelos seus 33 anos de fundação e pelos relevantes serviços prestados à população cratense e de toda a região do Cariri. A iniciativa é de autoria do vereador Luís Carlos Saraiva (PT), que destacou a importância histórica e social da emissora.


De acordo com o documento oficial enviado à rádio pelo presidente da Câmara, Matheus Leite, a homenagem reconhece a trajetória sólida da Princesa FM, que ao longo de mais de três décadas se consolidou como um dos mais importantes veículos de comunicação da região, ultrapassando a função do entretenimento e se firmando como espaço de informação, cultura e serviço público.


Compromisso com a informação e utilidade pública


A Moção ressalta que a Princesa FM exerce um papel essencial na vida dos cratenses, levando diariamente notícias, debates, entrevistas e prestação de serviço de forma responsável e comprometida com a verdade dos fatos. A programação jornalística da emissora é citada como instrumento fundamental de cidadania, ampliando o acesso da população às discussões que impactam o dia a dia de toda a região.


Promoção da cultura e valorização da identidade caririense


O documento também destaca que, além da música de qualidade, a emissora se tornou referência na promoção da cultura local, abrindo espaço para artistas, grupos culturais, tradições regionais e manifestações populares. A rádio, segundo o texto, fortalece a identidade caririense e contribui para a preservação dos valores culturais do povo.


Credibilidade, respeito e proximidade com a comunidade


A Princesa FM recebeu ainda elogios pela sua longevidade, fruto da credibilidade construída ao longo dos anos. A Moção reconhece o empenho dos diretores, comunicadores, técnicos e colaboradores, que mantêm viva a missão da emissora de estar sempre perto do povo, ouvindo suas demandas e levando informação com seriedade e eficiência.


Um reconhecimento que celebra uma história e aponta para o futuro


Na carta enviada à rádio, a Câmara Municipal reforça que esta homenagem é motivo de orgulho para o município do Crato e expressa o profundo apreço pelo papel desempenhado pela emissora no desenvolvimento social, cultural e informativo da região.


“Que esta notável trajetória continue por muitos e muitos anos, com a mesma excelência e compromisso”, destaca o texto assinado pelo vereador Luis Carlos Saraiva.


A Princesa FM completou 33 anos em 2025, mantendo-se como uma das rádios mais tradicionais e queridas do Cariri, reafirmando diariamente sua missão de comunicar, informar, entreter e servir.

Resolução insere receita de pessoa física no limite de faturamento do MEI

 


A Resolução CGSN nº 183/2025 determina que receitas obtidas em CPF sejam somadas ao limite de faturamento do MEI; deputados articulam para revogar a medida.

 

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) publicou, em 13 de outubro de 2025, a Resolução nº 183/2025, que altera as regras de enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI).

A norma determina que as receitas obtidas por meio de inscrições cadastrais distintas, como atividades realizadas em nome de pessoa física (CPF), devem ser incluídas no cálculo do limite de faturamento anual do MEI.

Na prática, a medida amplia o escopo de verificação da receita bruta do microempreendedor e impacta diretamente o valor máximo permitido para permanecer no regime do MEI.

 

O que muda com a nova regra do Comitê Gestor

 

Pela nova redação, o dinheiro recebido pelo empreendedor em seu CPF — por exemplo, em trabalhos autônomos ou prestação de serviços fora do CNPJ — passa a ser somado ao faturamento da empresa (CNPJ).

Essa unificação de receitas modifica o cálculo do limite de faturamento do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil anuais, com uma margem de tolerância de até R$ 97,2 mil.

Antes da publicação da resolução, o faturamento considerado era exclusivamente o da atividade formalizada sob o CNPJ do MEI, sem levar em conta rendimentos obtidos em nome pessoal.

 

Com a mudança, qualquer valor recebido em inscrição distinta — ou seja, em outro CPF ou CNPJ vinculado à mesma pessoa — passará a compor o total de receitas brutas anuais para fins de enquadramento no regime.

 

Base normativa e atualização da Resolução nº 140/2018

A Resolução nº 183/2025 promoveu alterações na Resolução CGSN nº 140/2018, que consolida as normas gerais do Simples Nacional.

 

A nova regra acrescenta o §10 ao artigo 2º da resolução de 2018, introduzindo a determinação de que receitas apuradas em inscrições cadastrais distintas devem ser consideradas no cálculo do limite de faturamento do MEI.

 

O objetivo formal do ajuste é harmonizar critérios de apuração de receita bruta e fortalecer o controle sobre o enquadramento tributário de microempreendedores individuais, evitando fragmentação de faturamento entre pessoas físicas e jurídicas.

Reação política: parlamentares articulam revogação da medida

Segundo apuração do Portal da Reforma Tributária, parlamentares da Câmara dos Deputados já articulam medidas para derrubar a resolução aprovada pelo Comitê Gestor.

 

A preocupação dos deputados está relacionada ao impacto econômico e social da regra sobre microempreendedores individuais, que podem perder o enquadramento no MEI em razão da soma de receitas obtidas em nome pessoal. Fontes do Legislativo apontam que há movimentos para sustar os efeitos da resolução ainda em 2025, antes da entrada em vigor plena da nova interpretação.

 

Até o momento, não há posicionamento oficial do Ministério da Fazenda ou da Receita Federal sobre eventuais revisões do texto.

 

Impacto prático para o MEI

 

A inclusão de receitas de pessoa física no limite de faturamento do MEI pode resultar em:

 

Desenquadramento automático do regime simplificado para empreendedores que ultrapassarem o teto anual;

Migração obrigatória para o regime do Simples Nacional ou Lucro Presumido;

Necessidade de maior controle contábil sobre as atividades exercidas simultaneamente em CPF e CNPJ.

Especialistas alertam que a medida exige revisão das práticas de recebimento e segregação de rendimentos, especialmente para profissionais liberais que atuam como autônomos e mantêm registro ativo como MEI.

 

Situação atual e próximos passos

A resolução já está publicada no Diário Oficial da União, e sua aplicação depende da manutenção da norma pelo Comitê Gestor.

 

Caso o Congresso aprove uma proposta de sustação, a regra poderá ser revogada antes de gerar efeitos práticos sobre o faturamento do MEI.

 

Até lá, os microempreendedores devem acompanhar as atualizações normativas e, se necessário, ajustar suas declarações e controles financeiros para não ultrapassar o limite legal estabelecido.

 


Nota Oficial

 



Rádio Princesa do Cariri intensifica atuação jurídica para identificar milícia digital que denuncia em massa conteúdo oficial da emissora e interfere em sua transmissão


A Rádio Princesa do Cariri, emissora tradicional e legalmente autorizada a operar na frequência 99,1 FM, ampliou significativamente a atuação do seu setor jurídico após uma sequência de episódios que passaram a comprometer gravemente o trabalho da empresa, tanto no ambiente digital quanto no campo técnico da radiodifusão. Nas últimas semanas, a emissora se tornou alvo de ataques coordenados que geraram prejuízos diretos ao seu funcionamento, à sua imagem e ao seu relacionamento com o público.


Segundo a direção, uma milícia digital — ainda sob investigação — passou a denunciar sistematicamente todo e qualquer conteúdo publicado no Instagram oficial da Rádio Princesa, classificando postagens, lives, matérias jornalísticas e comunicados internos como fake news e conteúdo “enganoso”. O padrão de denúncias em massa ocorre independentemente do tema, do formato ou da natureza da informação publicada.


Essas ações repetidas têm provocado redução no alcance das postagens, restrições automáticas impostas pela plataforma e prejuízos diretos à comunicação institucional da emissora, que utiliza suas redes sociais como ferramenta fundamental de prestação de serviço público, cobertura jornalística e interação com os ouvintes.


Denúncias coordenadas e comportamento atípico chamaram atenção do setor jurídico


De acordo com a assessoria jurídica da Rádio Princesa, o comportamento dos perfis envolvidos nas denúncias segue um padrão tecnicamente reconhecido como ataque coordenado: ações simultâneas, repetições de denúncias com as mesmas justificativas, perfis recém-criados ou com atividade limitada, além de conexões entre usuários que apontam para um grupo organizado.


A emissora reuniu prints, relatórios de atividade, horários de ataques, lista de postagens denunciadas e análises técnicas que demonstram que as denúncias não são espontâneas, mas sim parte de uma tentativa contínua de descredibilizar a Rádio Princesa nas redes sociais.


A direção reforça que a emissora tem compromisso histórico com a verdade, com o jornalismo responsável e com a informação ética, e que jamais publicou conteúdo que se enquadre como desinformação. O ataque, segundo a rádio, ultrapassa o campo digital e adentra o território da tentativa de silenciamento institucional.


Investigações avançam junto à Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público


Com base no material coletado, o setor jurídico acionou diversas autoridades. Foram abertos procedimentos junto à Polícia Civil, à Polícia Federal e ao Ministério Público, que já analisam os dados fornecidos e investigam a origem e o objetivo dos ataques. A emissora também notificou oficialmente o Instagram sobre o caso, solicitando revisão das denúncias e proteção contra abusos da ferramenta de reportar conteúdo.


A Rádio Princesa afirma que os indícios apontam para um grupo atuando de forma organizada, possivelmente com motivações políticas, embora a emissora reforce que todas as hipóteses estão sendo tratadas com cautela, respeitando o curso da investigação e as normas legais.


Interferência clandestina reforça gravidade do cenário


Além dos ataques digitais, a Rádio Princesa também enfrenta interferência ilegal em sua transmissão oficial, causada por um sinal pirata que estaria operando clandestinamente na mesma frequência. O problema foi comunicado imediatamente à Anatel e à Polícia Federal, que já investigam a origem da operação clandestina.


A presença desse sinal irregular acentuou a preocupação da emissora, que vê na soma dos ataques — digitais e técnicos — um movimento coordenado para fragilizar o trabalho da Rádio Princesa e prejudicar seu alcance entre os ouvintes.


Compromisso com a verdade e com a radiodifusão legal


Frente aos ataques, a Rádio Princesa do Cariri reafirma sua postura ética e seu compromisso absoluto com a verdade. A emissora destaca que segue rigorosamente as normas técnicas exigidas pela Anatel, cumpre sua função jornalística com responsabilidade e mantém um histórico de credibilidade reconhecido por toda a região.


“O que estamos enfrentando não é apenas uma tentativa de prejudicar um veículo de comunicação: é um ataque ao direito da população de ter acesso à informação segura, correta e livre de manipulações”, afirmou a assessoria jurídica em nota. “Seguiremos firmes. A verdade sempre prevalece.”


“Os responsáveis serão descobertos”


A rádio se mantém colaborando com as autoridades e reforça que, tão logo os responsáveis sejam identificados formalmente, todas as medidas judiciais cabíveis serão adotadas. A direção informa ainda que novos dados estão sendo levantados diariamente e enviados aos investigadores.


“Não vamos recuar. A Rádio Princesa do Cariri continuará informando com seriedade, responsabilidade e compromisso com a comunidade. Quem atua na ilegalidade será responsabilizado conforme a lei”, concluiu a emissora.